Une réflexion de

Raphaël Anton


Estudante

Gérard Caron


Desenhista de fama internacional, fundador da agência "Carré Noir", animador do sítio de desenho "Admirable Design"

Cyril Cortina


Diplomado do ESCP, é actualmente director num gabinete de consultoria

Paulo Dos Santos


Diplomado da Escola Superior do Comércio Externo, tem seguidamente perfeito o seu percurso académico seguindo uma especialização em gestão internacional das compras na Escola de gestão de Bordéus. Esta formação ofereceu-lhe a oportunidade de integrar o departamento das compras da sede europeia de Toyota em Bruxelas. A partir de Setembro, vai trabalhar para uma empresa dedicada ao conselho no domínio das compras como fornecedor de soluções.

Alban Gelé


Titular de uma especialisação em ciências políticas, trabalha actualmente no ministério da Juventude, dos Desportos e da Vida
associativa.

Yann Loupp


Normalien, professor de Física e organiste.

Philippe Rodet


Médico das Urgências, interessado pelo bem-estar inerente a partcipação
dos cidadãos à vida da Cidade, encontro-me no interior de "L'Elan Nouveau des Citoyens".

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Mundialização ética

Lundi 17 juillet 2006
À escala do Estado, os cidadãos representam tanto os actores políticos como o conjunto dos habitantes do país.

A nível da empresa, os cidadãos são definidos pelos quatro pilares caros à Manfred Mack: os clientes, os accionistas, os empregados e os líderes.


Se certas ideologias demostrarem claramente os seus limites, outras merecem ser enriquecidas de uma parte
de ética

Alguns exemplos parecem ilustrá-lo. Observamos que alguns estados não se sentem interessados pelo futuro do planeta. Isto já não é aceitável. Temos que ser responsáveis!

Vimos accionistas pensar unicamente no proveito financeiro, ignorando a responsabilidade social, ambiental e mesmo económica, como podemos lembrar para certos balanços "adulterados". Não se podem condenar empregados, regiões, países, à miséria por causa da rentabilidade excessiva. Temos que ser responsáveis!
 
 
 
Vimos sindicatos fechar os olhos sobre as actividades tóxicas de certas empresas para conservar empregos. Isto já não pode ser possível. Temos que ser responsáveis!

Há cidadãos que se preocupem com a responsabilidade social da sua empresa mas que se esquecem da importância desta mesma responsabilidade quando vão fazer compras. Não se pode fazer greve para obter melhores condições de vida e comprar sem pestanejar produtos elaborados em condições humanamente dramáticas. Temos que ser responsáveis!

Estes comportamentos ditados por ideologias não podem resistir ao tempo. A rapidez com a qual desapareceu uma destas ideologias, a nível de uma grande potência, é de resto evocadora.

 

A vida real é muito mais complexa do que isso.

Felizmente, os estados tomam medidas em favor da luta contra o aquecimento do planeta. É este o futuro!

 
 
Felizmente, fundos de investimento ético desenvolvem-se cada vez mais e incitam líderes a agir em favor do desenvolvimento sustentável, um desenvolvimento que toma apoio sobre três pilares: a responsabilidade social, ambiental e económica. É este o futuro!

Felizmente, segundo sondagens, uma grande percentagem de cidadãos declara-se pronta a pagar mais caro um produto elaborado em condições responsáveis no plano económico, social e ambiental. Também vimos sindicatos aderir a este compromisso. É este o futuro!

De facto, entendemos que o futuro já não resulta da confrontação entre ideologias mas sim do advento de um sistema que tira a sua energía de um comportamento ético adoptado pela maior quantidade possível de cidadãos.

 

 

Par Cyril Cortina - Publié dans : mundializacao-etica
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Lundi 17 juillet 2006

Uma economia mundial descontrolado encerra quatro tipos de perigos:


A nível económico:

A situação económica internacional apresenta uma grande fragilidade.

O capitalismo actual é caracterizado pelo comércio livre e, de maneira mais específica, a livre circulação dos capitais a nível mundial.

Pode-se representar o sistema financeiro mundial com um centro, essencialmente constituído pelos países ricos, e uma periferia que abrange os outros países.

Para se desenvolver, este sistema financeiro necessita uma transferência permanente de capitais com destino à periferia.
Os meios essenciais de encaminhamento destes capitais são constituídos pelos empréstimos externos, ou prlos investimentos das empresas multinacionais.
O sistema financeiro mundial tem todo o interesse em multiplicar o número de países onde é possível investir, outorgar empréstimos ou establecer empresas multinacionais.


A fragilidade deste sistema manifesta-se a dois níveis:


- Na periferia, basta um país mostrar sinais de fraqueza ou suscitar apreensão para que os países vizinhos sejam vítimas, eles também, de maneira quase automática, de fuga de capitais. Isto é nefasto para a periferia e pode mesmo revelar-se fatal para a economia de países emergentes.


- Além disso, contributos insuficientes à periferia impedem os países desta zona de aceder a uma cultura económica e a um desenvolvimento, o que os leva a explotar cada vez mais as suas riquezas naturais.


- No centro, o excesso brutal de capitais, ligado à onda de propagação do temor em periferia, vai muito rapidamente causar um "sobreaquecimento" que acaba por  justificar o aumento das taxas de desconto. Temor tanto mais fácil de propagar que não existe uma verdadeira cultura económica na periferia. E se a aflição da periferia continua a intensificar-se, ela tornar-se- á muito rapidamente perigoso para o centro, o qual se sentirá tentado em diminuir suas importações no entanto necessárias para alimentar o fluxo oposto de capital.


A crise do sistema financeiro mundial sería então acompanhado de uma crise do comércio livre.


A nível político:

A mundialização da economia deixa às políticas de cada país poucas alavancas para paliar as consequências que ela provoca nos seus co-cidadãos, favorecendo a hostilidade ao mesmo tempo para com a mundialização e para com as políticas em questão. Ora a História ensina-nos que quando os cidadãos já não aceitam mais a impotência das políticas do país, são tentados pelas teses de líderes extremistas.


A nível humano:

A diferencia entre os mais fortunados e os mais pobres é cada vez mais importante, provocando o risco de ver certos povos sofrerem e permanecerem na miséria – até com o risco de desaparecerem - ou de empurrarem outros para o terrorismo ou para a crueldade.


A nível ambiental:

A Sociedade tomou consciência do impacto crescente das actividades humanas no ambiente. Doravante é urgente fazer emergir práticas económicas respeitadoras do ecossistema mundial e compatíveis com um desenvolvimento sustentável, motor de um crescimento melhor controlado.

 


Par Paulo Dos Santos - Publié dans : mundializacao-etica
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Lundi 17 juillet 2006

Se a intervenção dos poderes públicos e das estruturas internacionais constitui um factor eficaz de estabilidade e de desenvolvimento, é indispensável associar-lhe outros factores, nomeadamente os que nasceram de compromissos éticos.


Estabilizar a economia mundial...

Para que o sistema financeiro mundial seja o mais estável possível, é necessário que os países da periferia acedam à lógica económica e beneficiem de uma certa estabilidade financeira. Ao aceitar comprar matérias primas a um preço mais elevado aos países em vias de desenvolvimento, obrigando-se a uma diligência ética, as grandes empresas permitiriam aos cidadãos destes países desfavorecidos aceder à uma lógica económica. Além disso,ao aceitar colocar uma parte dos seus fundos a longo prazo nestes países em vias de desenvolvimento, os investidores éticos assegurariam uma estabilidade financeira mínima nestes países.



e... ser um factor de Pa
z

Pelas suas virtudes, a ética permitiria não somente a extensão do desenvolvimento, mas permitiria também criar relações transnacionais entre os que se comprometem em tal diligência, e a prazo, reforçaria a consideração mútua entre os povos. Trata-se de incentivar a mudança de mentalidades e de permitir assim que cada um tome consciência que a consideração mútua é o mais puro cimento de um novo "querer viver juntos"
.

Esta consideração recíproca é também um baluarte para a utilização por líderes pouco escrupulosos de um ressentimento em relação a minorias ou outros países. Neste sentido, a ética, porque encontra a sua força na mobilização do que há de melhor no Homem, parece reunir as condições para reduzir os desequilíbrios e as tensões, e por conseguinte promover a paz no mundo.


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Lundi 17 juillet 2006
A nivel económico.

O recurso, pela empresa, a um comportamento responsável A nível económico, social e ambiental é fonte de participação, de compromisso e por conseguinte de coesão social, para que cada um se sinta responsável da actividade económica. Este novo entendimento mútuo favorece a performance. De facto, parece que uma empresa é ainda mais eficiente quando se apoia de maneira sinérgica sobre quatro pilares: os clientes, os accionistas, os empregados e os líderes.

Além disso, parece hoje indispensável incluir a transparência financeira na responsabilidade económica.

Geralmente, parece que as empresas podem comprometer-se numa diligência responsável e manter ou mesmo aumentar os seus benefícios. Convem aqui notar que a mobilização dos cidadãos, ao torná-los clientes responsáveis, seria a ocasião de optimizar a rentabilidade de estas empresas.


A nível social

O sucesso e a perenidade das empresas apoiam-se principalmente no compromisso e na motivação dos seus assalariados. Uma diligência responsável deve, por conseguinte, fazer sobressair as condições de uma melhor relação dos assalariados com a sua empresa, a fim de favorecer uma sinergia de todas as vontades.


A nível do ambiente

Outra vez, numerosas empresas demostraram que era possível combinar a responsabilidade no que diz respeito ao ambiente e ao desempenho económico.

Podem-se distinguir três principais pistas de reflexão destinadas a responsabilizar as nossas práticas économicas no que diz respeito ao ambiente: purificação das rejeições e redução dos prejuizos, optimização dos meios de prevenção e de melhor gestão das matérias primas e diminuição dos desperdícios.


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Lundi 17 juillet 2006

Promover uma nova forma de mudança a nível mundial passa pelo compromisso dos cidadãos. O entusiasmo que procura a adesão a uma causa justa e digna pode dar nascimento a uma energia ilimitada, e é disto que o mundo precisa.


A participação dos cidadãos na vida da Cidade veio de um "impulso democrático" excepcional na Atenas antiga. Pela primeira vez, dava-se conta da força da lei e destacava-se o ardor inerente à uma verdadeira democracia. É deste ideal que devemos inspirar.


Hoje, os cidadãos que sentem a necessidade de dar sentido à vida, comprometem-se cada vez mais onde necessidades se manifestam.
Geralmente, as qualidades profundas do homem são mal utilizadas. Numerosos são os que só pedem para participar. Para ficar convencido, basta observar a boa vontade, o entusiasmo e a coragem que as catástrofes naturais, ecológicas ou ligadas à violência humana, são capazes de suscitar.


Todas as acções são efectuadas sem obrigação legal simplesmente porque alguns se comportaram  em cidadãos responsáveis peloo interesse dos seus semelhantes, e nomeadamente pelos interesses das gerações futuras.


Pode-se considerar que existem quatro grandes alavancas que permitem exercer pressão sobre o comportamento das empresas: os clientes, os empregados, os líderes e os accionistas; embora no final se confundam-se no compromisso cidadão.


Geralmente, os cidadãos são chamados a desempenhar um papel essencial na evolução do nosso mundo para um mundo... melhor.



Par Paulo Dos Santos - Publié dans : mundializacao-etica
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Lundi 17 juillet 2006

Difundir valores comuns

A responsabilidade estará em condições de estender-se apenas se for em adequação com valores comuns, universais. Primeiro, o respeito do Homem: É tempo de se  dirigir para um modelo que equilibre o investimento técnico e o investimento humano. Depois, a moral privada deve poder irrigar o mundo dos negócios.


Incentivar a convergência dos critérios de responsabilidade social, económica e ambiental

Actualmente, os critérios que fazem que uma empresa é considerada como responsável são numerosos e variados. Numerosas agências e associações trabalham de modo que daqui à alguns anos, estes critérios cheguem a convergir para uma carta comum. A sua diligência poderia certamente ser incentivada graças às observações de cidadãos desejosos de investir-se neste assunto.


Ajudar à adaptação destes critérios por empresas de países em vias de desenvolvimento

Alguns destes critérios são sobretudo adaptados às empresas dos países "ricos"; fazer deles condições sine qua non equivaleria a proibir às empresas de países em vias de desenvolvimento de aceder à responsabilidade social, económica e ambiental. Por outras palavras, raciocinar no absoluto condenaria os países em vias de desenvolvimento, e suscitaria, por parte deles, a rejeição de qualquer noção de responsabilidade, agravando a situação deles em vez de contribuir para melhorá-la.

Este obstáculo, ligado a diferenças de desenvolvimento entre países, pode ser eventualmente suprimido passando da medida de um nível de responsabilidade a uma medida dos progressos realizados que testemunham de um "compromisso" responsável.


A força deste compromisso poderia ser avaliado por agências de notação aceitas por todos, que mediriam periodicamente os resultados em valores absolutos a fim de se poder julgar do nível de progressos realizados.


No entanto, trata-se aqui apenas de uma possibilidade. Neste caso, as soluções poderiam provir do mesmo modo de trabalho utilizado para a investigação de um referencial de critérios comum.


Favorecer a mobilização em favor da responsabilidade.

Esta mobilização poderá realizar-se graças a diferentes vectores. Por um lado, personalidades excepcionais, consideradas como referências morais, poderiam trazer uma pequena parte da sua notoriedade ao movimento em favor da divulgação de uma cultura da responsabilidade.


Um rótulo, reconhecido por instâncias internacionais, poderia materializar por um sinal distintivo esta nova consciência.


Por último, seria possível organizar acções simbólicas fortes reunindo um grande número de cidadãos sobre projectos internacionais, a fim de fazer tomar consciência da força e do número de pessoas implicadas nesta diligência.
Um destes acontecimentos poderia ser um "dia mundial para a Responsabilidade económica, social e ambiental".

 

Par Paulo Dos Santos - Publié dans : mundializacao-etica
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Lundi 17 juillet 2006

Quando se aborda a questão da responsabilidade social, ambiental e económica, vem imediatamente ao espírito a noção do custo que ele representa.


De facto, convem contudo ver que o custo adicional gerado por estes três tipo de responsabilidade é geralmente compensado pelos lucros inerentes à maior coesão social e a uma melhor imagem da empresa, para os clientes assim como para os empregados.


Além disso, se é necessário que os cidadãos que possuem os meios façam um esforço financeiro para incentivar tal movimento, é importante lembrar-se que uma percentagem mais que significativa deles declara-se pronta. Além disso, o aumento do pedido fará mecanicamente reduzir os preços, reduzindo assim o custo adicional que cada um é levado a assumir.


Por último, quanto mais os cidadãos orientarem as suas compras para produtos elaborados por empresas responsáveis A nível económico, social e ambiental, tanto mais os investidores e os chefes de empresas responsáveis serão numerosos.


Se chegamos a reunir todas as vontades cívicas, a responsabilidade social, ambiental e económica poderemos assim desembocar numa mundialização ética, uma mundialização onde o desenvolvimento será...sustentável.


Par Paulo Dos Santos - Publié dans : mundializacao-etica
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